Brasileiros fazem você surfar nas ondas do Japão

Por TopBr em 27-08-2017   Esporte


TopBR.JP – Wagner Soares Morishita  veio para o Japão com os pais e um irmão mais novo. Vive no país desde os 14 anos de idade e aprendeu a profissão aqui mesmo. Insatisfeito em pagar caro nas pranchas, resolveu ele e um amigo, Leonardo Mazette, construir as próprias pranchas .

¨Na verdade nós íamos somente fazer remendos nas nossas pranchas e assim arrumamos os contatos com os fornecedores de materiais necessários”, lembra Leonardo. “A cada prancha que faço, aprendo mais ainda”, comenta o shaper Wagner.

O que é a profissão ShaperShape no inglês, Forma no português. É a pessoa que dá forma a prancha de surf. Sim, o “construtor” da prancha. Nos anos 70, o grande mestre, shaper Avelino Bastos (Tropical Brasil), revelou que a confecção das pranchas era um segredo até de quem as construía. Seguindo a paixão pelo surf desde os 10 anos, Wagner aprendeu a profissão.


Wagner e Leonardo não vivem do ofício. “Temos muito o que aprender ainda¨, enfatizam. Somente fazem as pranchas quando estão de folga nas empresas onde trabalham. ¨Temos apenas dois anos e meio enquanto os grandes shappers tem mais de 30 anos de estrada”, diz Wagner.

A comercialização geralmente é feita entre amigos e por indicações. A propaganda da marca é somente com adesivos. Os preços variam conforme o tamanho. A mais barata sai em torno de 40 mil ienes e o tempo de fabricação fica entre duas e três semanas. ¨Não temos muito lucro porque ainda somos inexperientes nesta parte de mercado e comercialização¨.

Leonardo revela como se sente em satisfazer um cliente com seu trabalho. “Não sei te explicar. Claro que se alguém pede uma prancha e você olha ele evoluir e pegar mais ondas, fico super feliz. Nesse momento é treinar e praticar para poder competir com marcas grandes com qualidade e durabilidade, mas falta muito ainda. Espero que a gente consiga a chega nesse patamar”.

As etapas básicas de construção de uma prancha são :
Shape – modelagem e corte. Laminação  – banho de resina com fibra de vidro. Hot Coat – cobertura de resina quente. Sand – trabalho de pré-acabamento. Resina. Finish – acabamento/polimento final.

Clientes como Marcelo ¨ParᨠAihara faz encomenda com a RIPPERS SURF BOARDS por já conhecer o serviço deles e ver que o pessoal está aprovando as pranchas. ¨Eles são caprichosos¨, destaca. Uma prancha aqui no Japão custa em média de 60 a 120 mil ienes (existem mais caras). O valor que a RIPPERS SURF BOARDS cobra está na média. O diferencial da marca é o atendimento personalizado em construir um modelo de acordo com as necessidades do cliente.

¨Se você tiver uma prancha ideal para o seu surf, você vai desenvolver muito mais¨, completa Pará Aihara.

RIPPERS SURF BOARDS – Wagner Morishita e Leonardo Mazette
Contato e encomendas: 090-3553-3012 ou pelo perfil do Facebook Wagner Morishita.

Texto: Aureo Yokoyama. Fotos: Eric Kawashima.

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